Projeto

A Estrada dos Tijolos Dourados

O projeto parte do princípio de que as cidades são extensões de nossas casas e portanto podem e/ou devem, como fazemos com nossas casas, serem melhoradas e intervidas. Intervir é antes de mais nada, tomar parte em algo voluntariamente. Intervir nas cidades é uma forma de expressão que ganha cada vez mais força por seu caráter público, seja artisticamente ou como uma expressão de cidadania. Aquela senhorinha que cuida do jardim da praça, ou varre quase a rua inteira, está, sim, intervindo na cidade. Em qualquer cidade, qualquer pessoa pode “modificar” seu entorno com ações simples e nem todas elas ligadas as artes. Qualquer ação pública, seja qual for a motivação, carrega consigo a vontade de recuperar o espaço público para as pessoas, é sempre uma forma de mostrar como o espaço público é, também, nosso ambiente e sobre ele temos poder de agir.

A estrada de tijolos dourados remete ao clássico o Mágico de OZ e simboliza um caminho a ser escolhido, uma alteração na paisagem que estimule a circulação das pessoas. No filme a estrada de tijolos amarelos é aquela que levará a personagem ao seu destino e assim ela conseguirá voltar para casa. A intervenção estética calcada em cores e formas foi escolhida por sua simplicidade e simbolismo formal, não requisita grandes interpretações, nem possui um discurso formal muito definido, quer simplesmente mexer na paisagem diária das pessoas, seja de qualquer forma.

A forma de ação será ao vivo e muito simples, porém performática. Estaremos (dois artistas) vestidos com uma indumentária específica para a ocasião. Haverá um carrinho-móvel, feito em madeira, onde estarão todos os materiais reunidos para cada cidade. Entraremos em cena com o uniforme e os materiais, e executaremos aos olhos do público a pintura dessa estrada de tijolos no piso da praça e também a pintura de alguns outros itens da praça (bancos, postes de iluminação, etc.)

 

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